5 boas ações esquecidas pelo mercado
Após a alta "relâmpago" da bolsa em 2026, ainda temos oportunidades?
O início de 2026 trouxe um movimento forte de alta na bolsa brasileira até aqui.
Seria esta uma ocorrência do “Efeito Janeiro”?
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O Efeito Janeiro é uma anomalia de mercado segundo a qual ações, especialmente as de menor capitalização, tendem a apresentar desempenho acima da média no início do ano.
O fenômeno foi observado pela primeira vez em 1942 pelo banqueiro de investimentos Sidney Wachtel.
A partir das décadas de 1970 e 1980, passou a ser documentado de forma mais sistemática, dando origem a diversos estudos acadêmicos que buscaram explicar suas causas.
O que explicaria o Efeito Janeiro?
A explicação mais difundida está relacionada à gestão tributária.
A ideia é que investidores vendam ações com prejuízo no fim do ano para compensar ganhos de capital obtidos em outros investimentos, reduzindo o imposto devido.
No início do ano seguinte, essas posições seriam recompostas, gerando pressão compradora em janeiro.
Outra explicação recorrente está ligada ao comportamento de gestores profissionais.
Com a aproximação do encerramento do ano, gestores tenderiam a ajustar suas carteiras para reduzir posições que possam gerar questionamentos na prestação de contas, substituindo-as por ativos mais bem aceitos.
Esse movimento pressiona preços em dezembro e abre espaço para recuperação no início do ano seguinte.
Há ainda hipóteses comportamentais, associadas a um aumento do otimismo no começo de cada novo ano.
Apesar disso, a literatura acadêmica não é conclusiva quanto a uma única causa dominante.
Fonte: https://www.schroders.com/pt-br/br/investidores/insights/sera-que-o-efeito-janeiro-realmente-existe/
Bolsa em alta e percepção de risco
Se o movimento atual é ou não efeito de janeiro, eu não sei dizer.
Sinto muito.
Mas o fato é que o mercado segue em alta, impulsionado pela entrada relevante de capital estrangeiro, levando o índice a patamares próximos de máximas históricas (em reais! Em dólar a história é outra…)
Em momentos assim, costuma haver dois sentimentos predominantes.
A frustração de quem ficou de fora, e
a insatisfação de quem gostaria de ter comprado mais.
Em resumo, ninguém está de fato 100% feliz e satisfeito.
Mas o ponto de atenção é que a euforia raramente é uma boa guia para decisões de longo prazo.
O risco é maior justamente quando a percepção de risco pelo investidor médio está baixa.
Além do fluxo externo, ainda existem gatilhos internos que podem elevar a volatilidade ao longo do ano, como decisões de política monetária e corte de juros, o ciclo eleitoral e desdobramentos políticos e institucionais.
Depois de um 2025 de forte alta e de um início de 2026 acelerado, a pergunta é: quais ações ficaram para trás e ainda apresentam margem de segurança?
É TOP 5, mas tem 8 empresas
Apesar de ser um TOP 5, acabei citando 8 empresas, por entender que alguns pares encontram-se sob contextos bastante similares.
Sem mais delongas, vamos às ações:
Este é um exercício metodológico, não uma recomendação. Por isso, é fundamental que você consulte o Disclaimer completo disponível neste link.
Top 5
SLC Agrícola (SLCE3)
Recentemente, o CFO da companhia comentou que, considerando o valor de mercado das terras, a ação poderia valer cerca de R$ 28, o que indicaria um potencial relevante frente ao preço atual.
O histórico do múltiplo Preço sobre NAV mostra:
Média: 0,83x
Mediana: 0,81x
Mínimo: 0,46x
Máximo: 1,43x
Atual: 0,48x
Dentro desse contexto, faz sentido a leitura de desconto relevante. Ainda assim, a reprecificação depende também de melhora no cenário das commodities agrícolas.
Top 4
Ferbasa (FESA4)
Um estudo recente da companhia foi publicado aqui há poucos dias (disponível neste link)
Apesar da qualidade e desconto que vejo no negócio, não encontrei espaço para incluí-la na minha carteira atual, dado o nível de exposição já existente a outras teses.
Mesmo assim, trata-se de uma empresa que permanece esquecida pelo mercado.
As commodities metálicas avançaram e, historicamente, as ferroligas tendem a acompanhar esse movimento.
Além disso, a empresa apresenta estrutura de capital confortável, ativos irreplicáveis e histórico consistente de distribuição de proventos.
FESA4 x LME
O Índice LME (London Metal Exchange Index) é um indicador que reflete o desempenho agregado dos principais metais comercializados na Bolsa de Metais de Londres, sendo uma referência global para preços de commodities, composto por Alumínio, Cobre, Zinco, Chumbo, Níquel e Estanho, ponderados pelo volume de produção e liquidez.
Na imagem abaixo: cotação da Ferbasa em dólares (em azul) vs índice LME (em roxo). Créditos: NetoInvest
Você toma decisões com convicção própria ou acaba sendo levado pelo fluxo do mercado?
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Top 3
PetroReconcavo (RECV3), PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3)
As petroleiras de menor porte ficaram por muito tempo negligenciadas.
Nos últimos meses, PRIO e Brava apresentaram avanços relevantes, apoiados por aumento de produção e melhora operacional.
A PetroReconcavo, por sua vez, ficou mais para trás em função de dificuldades para sustentar volumes.
Vejo as três com bons fundamentos, ainda que com perfis de risco distintos.
Uma exposição moderada ao setor parece razoável no contexto atual.
Top 2
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