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As oportunidades em Small Caps para 2026

Ibov forte, small caps para trás

jan 26, 2026
∙ Pago

O Ibovespa avançou bem mais do que o índice de Small Caps (primeiro gráfico na imagem abaixo), levando a relação SMLL/IBOV para um dos níveis mais baixos dos últimos anos (segundo gráfico na imagem abaixo).

Em termos práticos, o mercado concentrou compras nas empresas grandes, mais líquidas e mais conhecidas, enquanto deixou as menores em segundo plano.

Esse tipo de comportamento costuma aparecer quando o investidor ainda está cauteloso.

Bancos, commodities e grandes companhias tendem a ser o primeiro destino do fluxo, especialmente quando há entrada de capital estrangeiro ou quando o cenário macro ainda inspira alguma desconfiança.

Small Caps geralmente ficam para depois, na segunda onda.


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O ponto interessante é que essa defasagem não veio acompanhada de uma deterioração generalizada dos negócios das empresas menores.

Em muitos casos, o que se vê é lucro estável, geração de caixa razoável e balanços mais ajustados do que em ciclos passados. Ainda assim, os preços pouco se mexeram.

Historicamente, quando o mercado começa a ganhar mais confiança no cenário doméstico, o movimento costuma se espalhar para as Small Caps com mais força.

A queda mais consistente dos juros, o fechamento da curva longa e uma melhora gradual do crédito tendem a beneficiar de forma desproporcional as empresas menores, que hoje carregam um desconto relevante.

Não é algo que acontece de um dia para o outro, mas quando começa, costuma ser rápido.


Evidência histórica

Nos últimos quatro ciclos de queda da Selic:

  • Small Caps subiram, na média, 11,5% para cada 1 ponto de corte;

  • O Ibovespa subiu, em média, 6,4% no mesmo movimento.

Ou seja, Small Caps reagem quase duas vezes mais à queda de juros em relação ao índice amplo.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Imagem: Trígono Capital

O nível atual da relação SMLL/IBOV sugere que boa parte do pessimismo já está refletida nos preços das Small Caps.

Isso não significa que todas vão performar bem, nem que o risco desapareceu.

Significa apenas que o ponto de partida hoje é mais favorável do que era quando o mercado estava eufórico com esse segmento.

Outro aspecto positivo é a dispersão.

Enquanto os grandes índices andam puxados por poucos nomes, o universo de Small Caps oferece mais casos específicos, menos dependentes do humor do mercado como um todo.

Para quem analisa empresa por empresa, isso aumenta as chances de encontrar distorções claras entre preço e valor.

Em resumo, o gráfico do início do post mostra um mercado que ainda não virou a chave para as Small Caps, mas também sugere que esse grupo ficou para trás mais por preferência de fluxo do que por fundamentos.

Se o cenário doméstico continuar melhorando, mesmo que de forma gradual, a assimetria tende a jogar a favor de quem já está posicionado ou acompanhando de perto as Small Caps.


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Aproveito esta edição para agradecer a todos que acompanham o conteúdo por aqui.

Em pouco mais de 3 meses aqui no Substack, o projeto vem crescendo de forma consistente e alcançando cada vez mais entusiastas, investidores e pessoas interessadas em finanças e mercado.

Mantido esse ritmo, em poucos dias chegaremos aos 1.000 leitores, com um nível de engajamento que considero bastante satisfatório.

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As Small Caps da minha carteira

Não é novidade para quem me acompanha por aqui que eu sou um amante de longa data das Small Caps.

Hoje, mais de 60% da minha carteira pessoal de ações está alocada em empresas de menor capitalização, que considero bem posicionadas e com potencial de crescimento ao longo do tempo:

Pela definição mais comum, Small Caps são empresas com valor de mercado abaixo de US$ 2 bilhões.

Para a realidade brasileira, prefiro usar uma régua mais conservadora e funcional.

Na minha análise, considero Small Caps as empresas com valor de mercado de até R$ 5 bilhões.

Dentro desse critério, atualmente tenho 9 Small Caps na carteira, que somam cerca de 62% da alocação total. São elas:

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