Ações e movimentações no meu radar
Comentários gerais sobre o desempenho mensal da carteira
Fevereiro foi marcado por mais uma alta da bolsa.
Mal sabíamos que, no último dia do mês, um novo conflito de escala quase global começaria.
De toda forma, o ano segue positivo para boa parte das empresas listadas.
O fluxo estrangeiro continua sustentando a alta nos mercados emergentes, e o Brasil tem se destacado pela liquidez e por um nível de governança considerado razoavelmente aceitável sob a ótica do investidor estrangeiro.
Na contramão desse movimento, o investidor local e os institucionais têm realizado parte dos ganhos acumulados nos últimos meses.
Imagem: CarteiraFundos
Particularmente, sigo acreditando na “energia potencial” acumulada nas Small Caps.
Como comentei em outras edições, a relação SMLL/IBOV permanece nas mínimas dos últimos 16 anos, o que me leva a não ignorar essa métrica.
O último fundo relevante dessa relação ocorreu em abril de 2016.
A partir daquele ponto, até a máxima observada em 2021, o SMLL valorizou cerca de 240%.
Desempenho da Carteira - Fev/26
Em fevereiro, boa parte dos ativos da carteira superou o Ibovespa e o SMLL (não que isso seja relevante).
O papel com melhor desempenho no mês foi, assim como em jan/26, Movida ($MOVI3).
O retorno desde o início de 2025, quando a posição ganhou tamanho mais relevante na carteira, já supera 300%.
O destaque negativo foi Wiz ($WIZC3).
Apesar de o papel ter entregue, desde o início da posição, uma TIR de ~77%, em 2026 o desempenho tem ficado abaixo até mesmo do índice financeiro (IFNC).
Conforme comentei com os assinantes no grupo fechado do WhatsApp, parte dessa estagnação parece estar relacionada às preocupações com a situação do Banco de Brasília (BRB), envolvido direta ou indiretamente (ainda não está totalmente claro) no caso Master.
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Será um prazer trocarmos ideia sobre Mercado, Investimentos e Finanças Corporativas:
No estudo que publiquei sobre a Wiz, disponível neste link, o BRB representava cerca de 25% da geração de caixa projetada para a companhia em 2026 e aproximadamente 21% do valor intrínseco estimado.
Ao retirar a contribuição do BRB do estudo, o valor justo estimado cai para R$ 9,70, valor próximo da cotação atual, em torno de R$ 9.
Esse cenário está disponível na aba “WIZC3 — Sem BRB” da planilha compartilhada no grupo fechado.
Diante disso, parece que o mercado já está precificando um cenário em que não haja plena continuidade das operações do BRB.
Por se tratar de um banco estatal, porém, considero provável que o governo local mobilize os recursos necessários para manter a instituição operando ao menos de forma mínima.
Ainda assim, penso que, mesmo em um cenário em que a contribuição do BRB seja totalmente excluída dos lucros e da geração de caixa da Wiz, a companhia ainda poderia entregar, no preço atual, um yield médio de fluxo de caixa superior a 12% ao ano ao longo dos próximos dez anos, segundo os meus cálculos.
Considerando que a empresa pode voltar a distribuir 100% desse caixa no futuro próximo, o retorno potencial ainda me parece razoável.
Diante disso, a princípio mantenho o papel na carteira, mesmo que, no cenário sem a contribuição do BRB, a margem de segurança em relação ao valor justo seja hoje praticamente inexistente.
Não deixe de conferir o estudo completo sobre a empresa disponível neste link.
Distribuição e Alocações
A carteira atualizada permanece disponível no link abaixo.
Ações e movimentações no meu radar
Entre os ativos da carteira, tenho considerado alguns possíveis movimentos.
O primeiro envolve uma diversificação dentro do mesmo segmento.
A ideia é reduzir uma posição grande atualmente (>10%) concentrada em uma única empresa e substituí-la por duas posições médias (<10%), divididas entre essa empresa e outra do mesmo setor.
O objetivo é reduzir o risco associado ao tamanho da posição em uma tese que, operacionalmente, apresentou uma deterioração ao longo dos últimos 12 a 24 meses.
Além disso, devo concentrar meus próximos aportes em 02 empresas que possuem gatilhos de reprecificação favoráveis para 2026.
Esses movimentos envolveriam as seguintes empresas:
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