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Ações e movimentações no meu radar

Comentários gerais sobre o desempenho mensal da carteira

mar 06, 2026
∙ Pago

Fevereiro foi marcado por mais uma alta da bolsa.

Mal sabíamos que, no último dia do mês, um novo conflito de escala quase global começaria.

De toda forma, o ano segue positivo para boa parte das empresas listadas.

O fluxo estrangeiro continua sustentando a alta nos mercados emergentes, e o Brasil tem se destacado pela liquidez e por um nível de governança considerado razoavelmente aceitável sob a ótica do investidor estrangeiro.

Na contramão desse movimento, o investidor local e os institucionais têm realizado parte dos ganhos acumulados nos últimos meses.

Imagem: CarteiraFundos

Particularmente, sigo acreditando na “energia potencial” acumulada nas Small Caps.

Como comentei em outras edições, a relação SMLL/IBOV permanece nas mínimas dos últimos 16 anos, o que me leva a não ignorar essa métrica.

O último fundo relevante dessa relação ocorreu em abril de 2016.

A partir daquele ponto, até a máxima observada em 2021, o SMLL valorizou cerca de 240%.


Desempenho da Carteira - Fev/26

Em fevereiro, boa parte dos ativos da carteira superou o Ibovespa e o SMLL (não que isso seja relevante).

O papel com melhor desempenho no mês foi, assim como em jan/26, Movida ($MOVI3).

O retorno desde o início de 2025, quando a posição ganhou tamanho mais relevante na carteira, já supera 300%.

O destaque negativo foi Wiz ($WIZC3).

Apesar de o papel ter entregue, desde o início da posição, uma TIR de ~77%, em 2026 o desempenho tem ficado abaixo até mesmo do índice financeiro (IFNC).

Conforme comentei com os assinantes no grupo fechado do WhatsApp, parte dessa estagnação parece estar relacionada às preocupações com a situação do Banco de Brasília (BRB), envolvido direta ou indiretamente (ainda não está totalmente claro) no caso Master.


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No estudo que publiquei sobre a Wiz, disponível neste link, o BRB representava cerca de 25% da geração de caixa projetada para a companhia em 2026 e aproximadamente 21% do valor intrínseco estimado.

Ao retirar a contribuição do BRB do estudo, o valor justo estimado cai para R$ 9,70, valor próximo da cotação atual, em torno de R$ 9.

Esse cenário está disponível na aba “WIZC3 — Sem BRB” da planilha compartilhada no grupo fechado.

Diante disso, parece que o mercado já está precificando um cenário em que não haja plena continuidade das operações do BRB.

Por se tratar de um banco estatal, porém, considero provável que o governo local mobilize os recursos necessários para manter a instituição operando ao menos de forma mínima.

Ainda assim, penso que, mesmo em um cenário em que a contribuição do BRB seja totalmente excluída dos lucros e da geração de caixa da Wiz, a companhia ainda poderia entregar, no preço atual, um yield médio de fluxo de caixa superior a 12% ao ano ao longo dos próximos dez anos, segundo os meus cálculos.

Considerando que a empresa pode voltar a distribuir 100% desse caixa no futuro próximo, o retorno potencial ainda me parece razoável.

Diante disso, a princípio mantenho o papel na carteira, mesmo que, no cenário sem a contribuição do BRB, a margem de segurança em relação ao valor justo seja hoje praticamente inexistente.

Não deixe de conferir o estudo completo sobre a empresa disponível neste link.


Distribuição e Alocações

A carteira atualizada permanece disponível no link abaixo.

Clique para acessá-la.


Ações e movimentações no meu radar

Entre os ativos da carteira, tenho considerado alguns possíveis movimentos.

O primeiro envolve uma diversificação dentro do mesmo segmento.

A ideia é reduzir uma posição grande atualmente (>10%) concentrada em uma única empresa e substituí-la por duas posições médias (<10%), divididas entre essa empresa e outra do mesmo setor.

O objetivo é reduzir o risco associado ao tamanho da posição em uma tese que, operacionalmente, apresentou uma deterioração ao longo dos últimos 12 a 24 meses.

Além disso, devo concentrar meus próximos aportes em 02 empresas que possuem gatilhos de reprecificação favoráveis para 2026.

Esses movimentos envolveriam as seguintes empresas:

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