Falando de novo sobre... Recompras de ações!
Elas sempre geral valor para o acionista?
Falar sobre recompras atualmente tem sido inevitável, visto que estamos em um momento muito depreciado da bolsa brasileira.
Mesmo na máxima nominal (que não significa nada), estamos acompanhando diversos fechamentos de capital, fusões, recompras e afins.
Sinal de… desconto!
Mas, na prática, toda recompra gera valor para o acionista?
Tudo depende da origem do dinheiro.
Quando a empresa recompra ações com o caixa que ela própria gerou, está de fato devolvendo valor ao acionista.
Mas quando o faz com dívida nova, ou sacrificando o balanço, o efeito é apenas “estético”.
Há sim exceções, em que até mesmo contratar dívida nova justifica a recompra.
Exceções essas inclusive citadas no livro que já mencionei aqui (https://amzn.to/47tTESD), mas não são a regra em terras tupiniquins.
Na prática…
Nos casos que “cheiram mal”, o acionista fica feliz por agora deter uma fatia maior do negócio, mas na prática só ficou mais alavancado.
Empresas saudáveis financiam suas recompras com Fluxo de Caixa Livre (FCL).
O mesmo raciocínio vale para as distribuições de dividendos.
Companhias que distribuem ou recompram mais do que geram, ou que se endividam para “garantir a remuneração do acionista”, estão apenas adiantando (ou aumentando) problemas futuros.
Consultar programas abertos
Uso a fonte abaixo, direto da CVM, para acompanhar os programas de recompras aberto das empresas listadas.
AQUISIÇÕES DE AÇÕES DE PRÓPRIA EMISSÃO - PÁGINA CVM → Clique aqui
Além disso, as empresas divulgam mensalmente um documento, disponibilizado na página de Relações com Investidores, com a quantidade de ações recompradas.
Por hoje é só, abraço e até a próxima!
Fique à vontade para sugerir temas, empresas ou tópicos específicos. Será um prazer aprendermos juntos


