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Girando a carteira e calibrando risco x retorno

Girar para concentrar no mais óbvio

ago 18, 2026
∙ Pago

Chegamos ao fim da temporada de resultados do 2T26. Neste momento, geralmente semestralmente, costumo fazer uma crítica e, quando necessário, um rearranjo na minha carteira pessoal de ações, revisitando minha estratégia de alocação e os resultados das empresas investidas.

Nos últimos dias, já tenho compartilhado por aqui algumas revisões dos estudos de valor intrínseco das empresas que acompanho (não necessariamente só das investidas), e hoje irei compartilhar o meu racional para um giro na minha carteira: a venda de uma posição para reforço de outra já presente no portfólio.

Este giro, na verdade, já havia sido iniciado em março/26 e, portanto, agora será concluído.

Além disso, aproveitarei o movimento para vender as duas menores posições da carteira (menos de 3,5% somadas) e que atualmente estão no prejuízo, com o objetivo de reduzir o imposto a pagar sobre o lucro apurado na venda da posição alvo do giro, além de simplificar o portfólio.

As teses vendidas no prejuízo entraram na carteira este ano, entre janeiro e março, e mal tiveram tempo para “amadurecer”.

Elas entraram pois eram (e ainda acho que são) oportunidades que ficaram completamente largadas, após o “boom” de boa parte das ações brasileiras em 2025 e no início de 2026.

Não costumo me desfazer de posições tão rápido assim, mas neste caso será bastante útil para o abatimento de IR.

Além disso, pensando estritamente na configuração da minha carteira pessoal e no atual momento de mercado, é inevitável, na minha visão, buscar concentrar capital nas teses de maior convicção e com melhor relação risco-retorno.

Por fim, parte do valor oriundo dessas vendas será deixado em caixa para uma possível nova posição, visando o reforço futuro do núclo da carteira, como explico a seguir.


O que você verá nesta edição

  1. Ações no radar para possível reforço do núcleo da carteira

  2. A ação removida da carteira

  3. O ajuste de portfólio sem perda de fundamento

  4. Conclusão

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