Estamos vivendo uma nova janela para compra em diversas ações a preços muito depreciados frente ao valor dos negócios.
Ao passo que o medo tem dominado boa parte da cabeça dos investidores, gostaria de lembrar a vocês, meus pouco mais de “miliquinhentos” leitores por aqui, que:
É justamente quando a percepção de risco generalizada é maior (e isso acaba por refletir em quedas acentuadas e afins) que o risco “real” é menor.
Conversando e lidando com muitos investidores diariamente, vi nos últimos meses o seguinte comportamento em geral:
Final de 2025 e início de 2026: “ainda dá tempo de comprar? Vale a pena investir mesmo com a margem de segurança menor? Perdi o bonde?”
Março a junho de 2026: início da guerra e correção na bolsa; “agora estou correndo atrás do tempo que perdi, vou comprar bastante.”
Agora, com a recente saída mais forte de capital estrangeiro e alguns rebaixamentos de grandes bancos frente à bolsa brasileira; “estou cauteloso e vou aguardar o cenário melhorar, ter mais clareza.”
Sabemos que é muito mais fácil recitar aos ventos o famoso verso “compre ao som dos canhões” do que colocá-lo em prática. Vide o momento atual: mal soltaram um estralinho e já tem gente tremendo nas bases.
Assim, tendo em vista as conversas que tenho tido nos últimos dias, julguei ser válido trazer, em uma edição bem curta, 6 pontos essenciais que, na minha visão, os investidores de ações brasileiras deveriam ter em mente no momento.
#1 Reconheçamos nosso lugar no mundo.
Somos apenas mais um mero emergente, disputando capital global frente a outras economias mais pujantes e menos instáveis e incertas que a nossa.
Segundo dados recentes, a bolsa brasileira representa cerca apenas 0,5% da carteira global de investimentos e por volta de 0,1% a 0,9% do valor total de mercado de ações do mundo.
#2 Lembremo-nos que quem majoritariamente dita o fluxo e a direção da bolsa é o gringo.
Na curta e breve experiência de vida do nosso mercado de ações, foi sempre assim e, pelo menos na nossa geração, provavelmente continuará sendo.
Assim, o gringo tem retirado capital da bolsa sequencialmente nos últimos dias, vide gráfico de barras na parte inferior da imagem abaixo, comparado ao movimento do Ibovespa na parte de cima (Créditos ao CarteiraFundos ).
Certamente não houve uma deterioração dos fundamentos das empresas na mesma proporção, ou em tão curto período de tempo, que justificasse o movimento comprador pelo gringo e, consequentemente, altista na bolsa do início do ano se converter abruptamente para o que temos visto nos últimos meses.
Para diversos casos, me parece ser uma clássica descorrelação entre fundamentos e preço.
Claro, não é uma regra geral: há bons negócios e péssimos negócios na bolsa. Nem tudo que parece barato é um bom investimento.
#3 Estamos vivendo em uma era muito diferente das vivenciadas pelos grandes investidores da história.
Hoje, boa parte do fluxo de negócios na bolsa é operado por robôs que operam trades sem nenhum apego pelo valor real dos negócios cujos papéis estão comprando e vendendo.

Leitura complementar sugerida (salve para ler depois que terminar essa edição):
#4 Reconheça o desafio estrutural do Brasil de ser um país historicamente construído sob um ambiente político-econômico conturbado.
Não há presidente, partido ou ideologia que vá mudar isso de um dia para o outro.
Então, seja qual for o seu posicionamento político, é melhor aceitar a realidade de que temos esse desafio estrutural enraizado em nossa história.
Mas mesmo assim, reconheça que diversos bons negócios têm prosperado por aqui nos últimos anos.
Na prática, é como se o Brasil tivesse um moat real e notável, mas capturasse muito mal essas vantagens competitivas.
Portanto, talvez a grande oportunidade para o investidor brasileiro esteja em encontrar bons ativos privados brasileiros, expostos às vantagens estruturais do país, sem carregar integralmente os vícios do Estado brasileiro.
Leia mais em:
#5 Tenha certeza de que você realmente é um investidor em valor e com perfil para renda variável.
Se a breve e curta experiência de queda/correção que temos vivenciado estiver tirando seu sono, talvez realmente seja melhor você não insistir.
Fique quieto(a) na renda fixa.
#6 Dedique-se ao que importa.
Por fim, se você chegou até aqui e tem certeza de que investir em ações é para você, o sexto ponto é: dedique-se a estudar e entender profundamente o valor dos negócios em que você investe.
O “entender” e saber sobre o valor de um negócio traz uma paz de espírito impagável, e age como uma blindagem frente aos impulsos e gatilhos curto-prazistas do mercado.
Então, dedique-se a estudar, entender, avaliar cenários e saber, na ponta da língua, quais direcionadores e acontecimentos realmente impactam o valor intrínseco do negócio em que você está investindo.
Um convite especial
Caso queira um direcionamento sobre o sexto ponto acima, considere o convite abaixo:
Nos próximos dois sábados, dias 22 e 29 de agosto, eu e o Professor Marcelo Luz Alves daremos um Treinamento de Value Investing Aplicado à Gestão e ao Investimento.
Confira a prévia da ementa abaixo:
O treinamento será ao vivo, mas os dois encontros serão gravados e disponibilizados aos participantes, junto ao material didático, incluindo slides e apostila, bem como certificados.
A venda do treinamento está sendo feita diretamente pela plataforma Apolo.
Portanto, basta comprar qualquer plano (Essencial ou Premium) até o dia 21/08/26 para garantir seu acesso.
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Caso prefira, você pode também efetuar a compra pelos links abaixo, ambos os planos incluem a participação no treinamento:
Caso tenha dúvidas ou precise de ajuda para a compra, fique à vontade para me contatar diretamente no WhatsApp. Você encontrará meu número disponível na nossa comunidade:
Por hoje é só.
Um abraço e até a próxima.






