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Por que aumentei a exposição a essas duas ações

Atualizações da minha carteira pessoal de ações em março e abril de 2026

mai 01, 2026
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Com algum atraso, trago a edição de fechamento e atualização da carteira de ações do LabInvest referente aos últimos meses.

O ano tem sido positivo para a carteira, com a bolsa brasileira recebendo um bom fluxo estrangeiro.

Mesmo com as saídas nos últimos dias de abril, o saldo do capital gringo na bolsa segue positivo no ano, próximo de R$ 60 bilhões. Isso representa mais que o dobro do capital estrangeiro que entrou durante todo o ano de 2025.

Enquanto isso, o investidor local segue subalocado em bolsa, “esperando clareza” ou sabe-se lá o quê.

Meu último aporte foi realizado no dia 20/03, conforme informado no grupo de assinantes:

O movimento foi resultado da redução de uma posição que se apreciou muito ao longo do ano e passou a ocupar um percentual acima do que julgo adequado dentro da estratégia da carteira.

Em contrapartida, o último aporte feito com “recurso novo”, ou seja, direto do caixa, foi realizado no dia 17/03, reforçando a posição em um papel incluído na carteira no início deste ano (clique para relembrar).


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Duas ações com alta superior a 150%

No ano, a maioria dos ativos da carteira segue performando bem, com destaque para os três papéis com retorno igual ou superior a 30% até aqui, superando com folga o desempenho dos índices:

O destaque negativo, até então, tem sido uma empresa exposta a commodities, que vem sofrendo com o ciclo mais fraco.

Ainda assim, ela segue sendo uma das maiores posições da carteira, dado o potencial de geração de caixa que possivelmente será destravado nos próximos anos, após um longo e intenso período de investimentos na ampliação da sua capacidade produtiva.

Já olhando para a janela dos últimos 12 meses, o destaque fica para duas companhias fora do radar do mercado, que despontaram e entregaram retornos próximos de 150% cada uma.

E aqui vale destacar uma grande vantagem do investidor pessoa física: a possibilidade de explorar oportunidades em empresas de menor liquidez e extremamente mal precificadas pelo mercado.

Muitas vezes, só é necessário um pouco mais de estudo e menos preguiça para se aprofundar e encontrar essas joias precificadas como migalhas.

E outra: você não precisa acertar todas.

Mas precisa acertar bem. E, quando acertar, precisa estar bem posicionado.

Acertar em uma posição que representa 0,5% da carteira dificilmente te coloca em outro patamar.


Por que aumentei a exposição a essas duas ações

Pouco antes das últimas movimentações realizadas, compartilhei no grupo de assinantes o racional por trás das decisões tomadas na carteira nos últimos dois meses.

A primeira compra foi reflexo de quedas recentes que julguei exageradas, fazendo com que o papel voltasse a chamar minha atenção.

No preço dessa última compra, eu colocaria a empresa como uma das mais baratas do seu setor na bolsa, mesmo sendo um gigante com vantagens competitivas latentes.

Com a queda exagerada, enxerguei uma margem de segurança próxima de 50%, com risco baixo e controlado.

Assim, aumentei a posição.

A segunda empresa, que voltou a ficar interessante e foi alvo do meu aporte no dia 20/03, também passou por uma queda exagerada após a divulgação do último resultado trimestral, referente ao 4T25.

Em 2026, o resultado deve começar a receber contribuição da nova planta industrial, que tende a ganhar peso cada vez maior dentro da receita da companhia.

Vejo essa segunda empresa como uma compounder: uma companhia capaz de reinvestir capital a retornos elevados por muitos anos, aumentando valor de forma consistente.

O ROIC elevado e consistente mostra isso ao longo de toda a série histórica disponível.

E, no longo prazo, o valor de mercado tende a acompanhar a capacidade da empresa de gerar retorno sobre o capital.

Esse segundo ativo começou a ser “descoberto” pelos bancões recentemente e vem sustentando essa alta há quase dois anos, desde maio de 2024.

Graficamente falando, essa ação segue em um canal de alta de longo prazo desde 2024. No momento do aporte, estava tocando pela terceira vez a banda inferior desse canal.

E isso importa para o longo prazo?

Nada. Zero.

Mas pode atrair fluxo comprador de especuladores que, infelizmente, formam boa parte do volume do mercado. Portanto, também pode sinalizar um bom ponto de entrada do ponto de vista técnico.


Ações aptas para aporte

Sigo alguns critérios para definir quais ações estão “aptas” a receber novos aportes na minha carteira.

Aqui cabe uma observação importante.

Antes disso, o papel já passou por uma triagem qualitativa e quantitativa para entrar na carteira.

Portanto, a aptidão não é uma decisão isolada de compra. É apenas um critério para garantir o balanceamento adequado entre risco e retorno dentro da minha estratégia.

Elas estão “aptas” dentro da realidade da minha carteira.

Ou seja, considerando peso atual, nível de qualidade, gatilhos, papel cumprido pela ação dentro da carteira, tipo de risco, previsibilidade e upside.

Considerando os fechamentos na data-base de 30/04/2026, estes são os papéis aptos para aporte na minha carteira:

(Conteúdo exclusivo para assinantes)

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