Radar de Ações #005
Açúcar amargo, etanol mais competitivo e duas ações descontadas no radar
O setor sucroenergético está exigindo muito do psicológico dos acionistas das empresas do segmento (e olha que nem estou falando dos investidores de Raízen).
De um lado, preços de açúcar pressionados, safra afetada por clima, maior incerteza comercial e resultados que não empolgam no curto prazo.
Do outro, empresas integradas, ativos difíceis de replicar, flexibilidade entre açúcar e etanol, balanços ainda saudáveis e ações negociando em patamares bastante depreciados.
Por isso, nesta edição do Radar de Ações, vou comentar sobre duas empresas do setor:
São Martinho (SMTO3)
Jalles (JALL3)
As duas atuam no mesmo segmento, mas tem perfis bem diferentes.
A São Martinho é maior, mais diversificada e tem uma opcionalidade relevante em etanol de milho.
A Jalles é menor, mais nichada e carrega uma exposição mais sensível ao açúcar orgânico, que pode ser vantagem em ciclos bons, mas também aumenta o risco em momentos de pressão comercial.
A pergunta central a ser respondida nessa edição será:
O mercado está precificando só o ciclo ruim ou existe deterioração estrutural nas teses?
O que você verá nesta edição
Nesta edição, vou comentar:
o momento atual do setor sucroenergético;
as semelhanças e diferenças entre SMTO3 e JALL3;
o que gosto em cada uma;
os principais riscos que enxergo;
por que calcular valor justo em commodities exige cuidado;
qual delas me parece mais interessante.


