Um monopólio arretado
Conheça um pouco mais sobre a Ferbasa (FESA4)
Em poucas palavras
A Companhia de Ferro Ligas da Bahia (para os íntimos, Ferbasa) é uma empresa brasileira fundada em 1961, especializada na produção de ferroligas, especialmente ferrocromo e ferro-silício.
Ela é a principal produtora de ferrocromo das Américas e a única no Brasil, o que a torna praticamente um monopólio nacional no setor.
Diferente de mineradoras convencionais como a Vale (VALE3), a Ferbasa atua em um nicho mais específico, voltado à fabricação de aços especiais: inoxidáveis, resistentes e usados em aplicações industriais e de consumo.
Imagem: Ferbasa
Maior retorno da bolsa brasileira
A Ferbasa (FESA4) é a empresa que mais gerou retorno aos acionistas nos últimos 25 anos.
Considerando valorização das ações + dividendos, nos últimos 25 anos foram incríveis +69.542% (ou 29,9% a.a.).
Verticalização e autossuficiência
A Ferbasa tem praticamente uma cadeia produtiva completa dentro de si.
Além de suas minas de cromo, a empresa controla:
Florestas de eucalipto: fonte de carvão vegetal (biorredutor) usado na metalurgia.
Parques eólicos próprios: que geram energia elétrica para seu processo produtivo.
Esse modelo verticalizado reduz custos, garante independência de fornecedores e assegura maior previsibilidade operacional.
Imagem: Ferbasa
Ela está em todo lugar
Os aços fabricados com as ligas da Ferbasa estão em diversos itens do seu dia a dia:
Facas, panelas e talheres de aço inoxidável;
Eletrodomésticos;
Componentes automotivos;
Estruturas internas de eletrônicos e celulares.
Mesmo sendo dominante no Brasil, a Ferbasa também é uma forte exportadora: o mercado externo representa mais da metade da receita líquida da empresa.
A Ásia responde por cerca de 53% das exportações, refletindo a demanda por aços especiais em países que continuam investindo em infraestrutura e bens duráveis.
Raio-X dos números
Por depender muito do ciclo da commodity que ela comercializa (ferroligas), os resultados costumam oscilar bastante.
Imagem: Apolo
Entretanto, sua estrutura de capital sólida a permite navegar por “tempestades perfeitas” sem passar sufoco.
Imagens: Apolo
Note que a receita da companhia tem uma trajetória ascendente no longo prazo.
O pico em 2022 foi em virtude da alta nos preços das ferroligas. Mas as quedas recentes na precificação da commodity têm comprimido as margens.
Imagens: Apolo
Nos momentos “ruins”:
A margem operacional é comprimida;
O NOPAT desaba e leva junto o ROIC;
A geração de caixa e de valor ficam pressionadas;
O valor de mercado despenca, acompanhado o spread de valor econômico agregado:
Imagens: Apolo
Já nos momentos de alta da commodity, a geração de caixa é extremamente robusta:
Imagens: Apolo
Recompras
Passando talvez pelo “low do ciclo”, a empresa começou recentemente a recomprar suas próprias ações.
Até o momento foram registradas recompras próximas a R$ 10 milhões, volume ainda tímido, mas o movimento em si chama atenção por seu ineditismo.
Imagens: Fundamentus
Extra: no radar da Trígono Capital
Um dos acionistas de referência da empresa é a Trígono Capital, gestora sob liderança de Werner Roger.
Segundo último formulário divulgado, a posição da gestora era de pouco mais de 6% das ações totais, mas já chegou a ser superior a 10%.
Por hoje é só, abraço e até a próxima!
Fique à vontade para sugerir temas, empresas ou tópicos específicos. Será um prazer aprendermos juntos.












