O SMLL, índice das small caps brasileiras, subiu mais de 20% nesta semana, mais do que o dobro do avanço do Ibovespa, e teve a melhor semana de sua história.
Sou um “amante declarado” das small caps (ações de empresas de menor valor de mercado) e faço questão de sempre expor isso por aqui, desde os primórdios dessa newsletter.
Quem passou os últimos anos estudando e escolhendo a dedo ações descontadas e de qualidade, certamente viveu, durante essa semana, uma experiência estupenda de valorização patrimonial.
E, para quem estava posicionado em boas small caps, ela foi ainda mais extraordinária.
Não sabemos até quando esse cenário vai durar. Pode ser que ele acabe na segunda-feira, ou pode ser que dure 1 mês, 1 ano, 10 anos ou sabe-se lá quanto tempo.
São tantas incertezas e fatores capazes de influenciar o contexto que não vale, na minha opinião, gastar energia tentando prever cenários. Somos, por natureza, péssimos previsores.
Acontece que boa parte dos investidores pessoa física de hoje começaram a investir durante ou no pós-pandemia.
Então, não estão sequer acostumados a vivenciar um ciclo de alta na bolsa brasileira que fosse longo o suficiente para multiplicar capital de forma relevante.
Talvez seja justamente por isso que tanta gente tem sido “mão de alface” ao já vender e realizar lucros nos últimos dias.
A falta de costume com um mercado altista naturalmente nos torna mais ansiosos a querer “colocar o lucro no bolso”.
A questão é que, enquanto nos momentos de pessimismo não sabemos quando a bolsa vai parar de cair, nos de otimismo, não sabemos até onde ela pode subir. Ou seja, o vetor de incerteza é o mesmo, só muda a direção.
Independente do ponto do ciclo em que estejamos, uma máxima deve ser sempre relembrada:
O risco real é maior justamente nos momentos de menor percepção de risco pelo mercado, e vice-versa.
O pleno entendimento e aplicação dessa máxima evitaria boa parte das decisões ruins ao longo da nossa trajetória como investidores.
Por fim, voltando a falar das small caps, mesmo após o salto observado nessa semana, a razão SMLL/IBOV segue ~2 desvios-padrão abaixo da média apurada desde 2010:
Para voltar à faixa de -1 DP, o SMLL precisaria “outperformar” o Ibovespa em cerca de 24%. Até a média, em cerca de 50%. Para +1 DP, em 75%.
Nos últimos dias, vimos as small caps subirem em bloco, inclusive as “bombas”.
Mas, em uma eventual continuidade desse cenário altista, um bom stock picking é capaz de mudar o patamar de uma carteira de ações de forma estrutural.
Em breve se inicia a divulgação dos resultados do 3T26.
As ‘bombas’ tendem a se revelar como tal, acompanhadas de correções relevantes.
Por outro lado, as empresas de qualidade e com bons resultados poderão contar com o bom humor dos investidores, dispostos a pagar um preço ainda maior por suas ações.
Por isso, esteja preparado(a) para surfar a onda certa, quando ela vier.
Transparência
Como você já deve saber, mantenho, sempre disponível para consulta dos assinantes, tanto a minha carteira pessoal de ações (atualmente com 11 papéis) quanto o Índice de Ações LabInvest, que reúne as minhas melhores ideias de ações (atualmente 25 papéis).
Há atualmente várias small caps de qualidade (na minha opinião) tanto na minha carteira quanto no índice.
Desde a primeira divulgação do Índice, em 17/08/2026, essa é a performance acumulada:
Índice LabInvest: +41,31%
Carteira Pessoal: +44,69%
Ibovespa: +23,53%
Uma ação só entra no índice (não necessariamente entra na minha carteira, pois mantenho poucos nomes) quando reúne os seguintes elementos (não necessariamente todos simultaneamente):
Bom potencial de geração de valor no longo prazo, com ROIC acima do custo de capital;
Tendência de melhora operacional e captura de valor que possa se refletir em reprecificação;
Vantagens competitivas estruturais e claras;
Estrutura de capital adequada para atravessar diferentes ciclos de mercado;
Gestão alinhada ao minoritário, sem problemas de governança latentes;
Avenidas de crescimento de longo prazo que sustentem a expansão do negócio;
Margem de segurança relevante entre o preço de mercado e o valor justo estimado.
Diante de tudo o que foi comentado acima, te convido a explorar:
Reforço que este é um estudo público e prático de aplicação da minha estratégia pessoal, não uma recomendação de investimento, nem um produto de investimento regulado. O disclaimer completo da newsletter está disponível aqui.
Por hoje é só.
Forte abraço e até a próxima.





